Faz muitos anos que aprendi a gostar de didática, o que quer que essa expressão signifique. Acho que isso começou com as aulas de professoras como Moema Giuliani e Hilda Juchen, no início dos anos setenta. Depois, li o livro de Postman & Weingartner, Teaching as a subversive activity e nunca mais deixei de gostar do tema. Finalmente, nos anos noventa conheci Esther Grossi e o grupo do Geempa, o que somente fez aprofundar meu interesse por temas de ensino e didática. Em meio a esse momento de extravio da cultura pedagógica no Brasil, no qual temas como “direitos de aprendizagem dos alunos” soam contra a corrente dominante, penso nesse blogue como um espaço para retomar essa discussão em um contexto bem específico, que é esse do ensino de filosofia nas escolas a partir de 2008. Sejam benvindos e fiquem à vontade.

Nesse blogue procuro retomar e ir adiante nas discussões que comecei no livro Ensino de Filosofia e Currículo, publicado pela Editora Vozes, em 2008.

Ronai Pires da Rocha

2 Comentários

  1. O que me chama a atenção é que, ao que parece, a idéia de direito a aprendizagem está ganhando cada vez mais espaço nos discursos sobre política educacional. Mas o que significa direito à aprendizagem? É desenvolver as competências e habilidades previstas na matriz do SAEB? Fica a questão e um abraço

  2. Marta, obrigado pela visita. Vou aceitar teu convite sobre a questão do “direito à aprendizagem” em uma postagem à parte, assim que der. Mas no meu caso não está no horizonte que dá origem ao tema e sua relevância alguma matriz de habilidades e competências. Vou ver como formular bem isso.


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