Peço desculpas aos leitores para tratar de um tema paroquial, mas devo fazê-lo pois foi aqui neste blogue que surgiu o mote para o assunto, em uma postagem sobre o comportamento de um estagiário.

Na semana passada, a pretexto das eleições para a direção do CCSH, o “Coordenador do Curso” (de Licenciatura em Filosofia, por certo) foi criticado em um panfleto anônimo, pregado nos murais do terceiro andar do prédio 74. O panfleto dizia o seguinte:

“Se um professor caracteriza por  ideologização o ato de um estagiário que se utiliza da autoridade para panfletar na escola, como denominamos o ato desse mesmo professor que, enquanto coordenador de curso, faz passadas em sala de aula para promover determinado candidato?”

Para avaliar: na postagem que serviu de referência a esse panfleto, não consta nenhuma vez a palavra “ideologia” ou “ideologização”. O leitor pode conferir abaixo neste blogue. Eu disse que o estagiário cometia algo semelhante a um equívoco imperdoável. Tampouco falei em “autoridade”.  Deixemos os detalhes de lado. O ponto relevante é esse: a analogia é falsa. Eu, Ronai Rocha, entrei na sala de aula como apoiador do Prof. Koff. Reconheço que em algum momento da fala dele ou do Prof. Abel fui indicado como coordenador do curso. E como não posso ser, se de fato sou? Mas quando eu falei, disse que estava ali não “qua”, não como coordenador do curso, mas como apoiador, amigo e conhecedor de muitos anos do Prof. Koff. Disse mais; disse que o apoiava porque queria assegurar a continuidade do projeto de trazer todo o CCSH para o Campus, etc. Disse mais ainda: que achava que tudo o que aprendemos em filosofia política nega o argumento que filósofo deve votar em filósofo. Isso é um argumento coorporativo, que, se for usado para fundamentar a democracia representativa, a destruíria imediatamente. Todo filósofo que invocar esse argumento para votar rebaixa sua formação. O voto deve ter como fundamento nossa análise calma de propostas e candidatos, e não o pertencimento a uma corporação. E mais (c0mo diria Tomás de Aquino: o aluno do curso de Filosofia não pode ser tratado como um imbecil que vota por efeito de gravidade, muito menos por efeito de autoridade!!!).

O que quer o anónimo? Se não há eleição direta no CCSH, pau nos caras! Se há eleição direta no CCSH, pau em quem apoiar um candidato!

Os panfletos continuaram a ser pregados nos murais, na quinta e na sexta-feira. Retirei-os, sempre com testemunho de passantes no corredor, porque eram anônimos.

Peço a quem os está escrevendo que pare com isso

Isso está prejudicando a Chapa 1. Não faltará quem pense que o Prof. Gallina e o Prof. Ernani compactuam com a covardia e o anonimato. Eles não compactuam com isso, eu digo agora. Essa campanha, entre outras coisas, areja a discussão no CCSH e não deve manchar indelevelmente a biografia de colegas.

Eu entrei em apenas uma sala de aula.  O panfleto é mentiroso em falar em “passadas”. Na semana que vem vou entrar em outras salas, com o único e velho corpo que tenho, acompanhando o Prof.  Koff, como está previsto pelo Conselho do Centro, ao aprovar uma consulta para a Direção.

Repito: peço encarecidamente a quem está escrevendo esses textos anônimos que pare com isso, pois essa pessoa está prejudicando a Chapa Um. Não faltará quem pense que o Prof. Gallina ou o Prof. Ernani, pessoas honradas, compactuam com a covardia do anonimato.

PS: perguntem aos meus alunos se eu uso propaganda de candidato nas minhas aulas. Não uso, é claro. Sou macaco velho e feio demais para confundir essas coisas. Mas no corredor eu fumo e canso e apóio o Prof. Koff. E esse tema termina aqui, por mim.

2 Comentários

  1. Um comentário anônimo foi removido.

  2. Que ridículo isso! Se o colega “anônimo” não tem coragem nem de revelar o seu nome é pq está inseguro do que professa. Ele deveria se manifestar publicamente, se revelar, já que quer mostrar pra todos o quanto o candidato dele é bom e em que pontos o professor Ronai está errado (se é que está).
    Ridículo isso de ficar jogando pedra nas costas do professor Ronai por ele ter um candidato que não é do nosso curso, é um direito dele e de qualquer aluno do curso de filosofia. É impressionante como as pessoas ainda tem uma cabeça de “porongo” com relação à política! Não tenho problema nenhum em ver o professor Ronai usando o bottom do seu candidato ( coisa que ele não faz em sala de aula), assim como não tenho problema algum em ver os candidatos sendo mais simpáticos do que o normal só pq é época de eleições.
    Isso é política sr. “anônimo”, tu gostes ou não! Cresça e apareça!


Comente

*
*