Vamos pensar a aula de filosofia como sendo sempre três aulas em uma. Temos um só horário no qual acontecem três aulas simultâneas. Uma delas atende ao princípio da imersão na cotidianidade: os temas clássicos e universais da filosofia podem sempre ser apresentados em alguma conexão com as vivências cotidianas. Nenhum jovem deixa de ter juízos intuitivos sobre a natureza da justiça ou da bondade, por exemplo. Assim, uma das aulas gira em torno de um dos tantos temas clássicos da filosofia; esse eixo gera boas e más energias na aula; aqui temos o entusiasmo participativo, mas temos também os inevitáveis enviesamentos que puxam para baixo uma discussão, entre eles o excesso de particularismo e a derivação dos debates para horizontes demasiadamente imediatos; assim, a segunda aula dentro da aula gira em torno do eixo instrumental ou metodológico; o professor chama a atenção não para o tema, mas para os argumentos e conceitos ali introduzidos, para a forma dos argumentos; ali abre-se o gancho para a devida valorização e tratamento de instrumentos conceituais; a terceira aula dentro da aula é a abertura para a voz do outro, representada pelos textos dos filósofos, que podem ajudar na sistematização.
Arquivos
-
Flickr Photos
More Photos -
Top Posts
Páginas
-
Blog Stats
- 14,308 hits