O tema da dimensão escolar ou escolástica da Filosofia, que aparece na postagem abaixo, está no Manual dos Cursos de Lógica Geral, de Immanuel Kant, do qual existem duas edições e traduções no Brasil. Uma, pela Tempo Brasileiro, traduzida por Guido Almeida, outra pela Editora Unicamp, numa tradução de Fausto Castilho. 

Eu gostaria de saber como surgiu uma tradição de desprezo pela dimensão escolar da filosofia, combinada pela beatificação da dimensão “universal”. Do texto de Kant é que não é. Isto é, de uma certa maneira vesga de ler o texto, quem sabe? Em todo o caso, o próprio Kant ofereceria um remédio para essa doença infantil dos debates sobre ensino de filosofia: as “degenerações do gosto predominante: o pedantismo e o mundanismo. O primeiro pratica as ciências apenas para a escola e limita dessa maneira seu uso; o outro as pratica só para o ambiente das reuniões e da companhia ou para o mundo (…).” Manual, AK46.

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