Arquivos Mensais: Setembro 2008

Saiu.

Esta semana a Editora Vozes começa a distribuir “Ensino de Filosofia e Currículo”. O livro tem uma história simples, visto agora de uma certa distância. Faz já um bom tempo que venho me dedicando a pensar e escrever sobre temas de ensino de filosofia. Nesses últimos anos ofereci algumas disciplinas na licenciatura sobre esses temas, me envolvi com o processo de vestibular na UFSM e outras tantas atividades de formação, palestras e discussões sobre educação, currículo, etc.  Desse caldo saíram diversos escritos que reuni em um volume e submeti à Editora Vozes, em março deste ano. Algumas semanas depois o livro foi aprovado e saiu agora para fazer a vida. O livro foi escrito pensando na atual conjuntura de inserção da disciplina nas escolas.

Se ele tem algum mérito, somente os leitores e o tempo dirão. Quando penso nas razões pelas quais me dei o tempo e o trabalho de escrevê-lo – para quê mais um livro? – concluo que havia ao menos um ou dois argumentos que eu gostaria de tornar público sobre o ensino de filosofia. Esses argumentos eu não encontrava em outros lugares e me parecia que eles faziam falta em nossas conversas.

Agora me cabe continuar tendo coragem para pedir algo muito precioso; que as pessoas interessadas no tema – desconhecidos, amigos, ex-alunos, alunos, colegas de profissão –  e que ainda nutrem esperança pela escola brasileira leiam algumas de suas páginas e julguem por si mesmas se esses argumentos fazem sentido. Se decidirem que não, mesmo assim teremos cumprido uma boa agenda, pois descartar idéias e argumentos faz parte do que precisamos fazer para ir em frente. 

Hoje a tarde, vindo do campus, aproveitei o tempo da viagem de ônibus para reler alguns trechos e avaliar, mais uma vez se a versão final do texto conseguiu um ponto de equilíbrio entre uma certa irreverência sem a qual nossa escrita fica aguada e impessoal e a objetividade que o momento exige. Desconfio que esse equilíbrio nem sempre ficou bem distribuído. Quando o ônibus estacionou na minha parada eu ia concluindo que no mais das vezes o tom era assim, assim, temperado. Se a mão pesou em alguns parágrafos, pensei, resta esperar que o leitor benevolente debite o fato na conta da paixão que o tema desperta por essas horas.

-